CEO da Yammer prevê fim do Vale do Silício como o conhecemos hoje

Na opinião dele está cada vez mais difícil ter boas ideias. Capitalistas de risco como Marc Andreessen, presidente da Opsware, discordam

Na opinião de David Sacks, CEO da Yammer, plataforma de colaboração que foi vendida para a Microsoft por 1,2 bilhões de dólares em junho, o Vale do Silício "como o conhecemos" está chegando ao fim.

No domingo (19/8), ele iniciou um debate em sua página no Facebook, afirmando que novas e boas ideias estão ficando escassas. Para criar uma empresa nova que faça sucesso precisa preencher alguns requisitos:

(1) Desviar da atenção das principais empresas de Internet, (2) ser capaz de ser lançado e provado para fora por 5 milhões de dólares - a semente mais típica de uma série de investimentos, e (3) se proteger das investidas dessas grandes empresas, uma vez que elas o descobrirem. "Quantas ideias como esta estão surgindo?", questiona Sacks.

Sua mensagem atraiu uma enxurrada de contestações de grandes nomes no capitalismo de risco. Marc Andreessen, presidente da Opsware, foi particularmente veemente, observando que grandes e velhas empresas de tecnologia são frequentemente incapazes de investir em novas ideias, porque estão viciadas em fluxos de receitas de seus negócios atuais e não querem atrapalhar esses negócios.

Os comentários de Sacks são relevantes porque a Yammer foi um dos primeiros e maiores defensores das redes sociais na empresa. Pegou uma ideia do mundo do consumo - estabelecendo conexões digitais, com base em interesses comuns e experiências compartilhadas - e levou-a para o mundo dos negócios. Funcionou. Em menos de 4 anos, a Yammer aumentou 4 milhões de usuários corporativos, e sua receita foi mais que o dobro a cada ano.

Como mostrou a plataforma, é exatamente de onde novas ideias virão: de usuários. Funcionários "tropeçarão" em ferramentas úteis e novos produtos em suas vidas pessoais, então vão querer utilizar ferramentas similares no trabalho. As empresas que permitirem essa transição, como o Yammer fez, poderão se dar bem.

Dito isso, Sacks está ecoando um sentimento comum que ouvi expressar na comunidade de negócios do Vale do Silício, nos últimos seis meses: é muito difícil para iniciantes resistir às grandes aquisições.

Ao longo dos últimos dois anos, o Google vem comprando pequenas empresas como um louco - ele fez mais de 50 aquisições de companhias ou ativos da empresa em 2011, e muitos deles eram pequenas equipes e propriedade intelectual, e não produtos.

Agora que o Facebook se tornou público, tem mais dinheiro para aquisições também. E além de sua aquisição de 1 bilhão de dólares no serviço de compartilhamento de fotos Instagram, as aquisições do Facebook tendem a seguir o mesmo padrão do Google: ele compra as pessoas inteligentes e IP valiosos e, então, fecha o produto original.

Sacks não está dizendo que não haverá mais grandes ideias. Ele está simplesmente apontando que as boas ideias, por vezes, requerem uma grande quantidade de fundos durante um longo período de tempo antes de se transformar em empresas lucrativas. Nesse meio tempo, pode ser muito difícil para uma startup dizer a seus investidores para recusar uma oferta de compra de um múltiplo de muitas vezes a sua receita e aguardar uma grande reviravolta acontecer.

Data de publicação: 27 de agosto de 2012
Fonte: IDG Now!


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